{"id":158,"date":"2011-02-24T17:23:23","date_gmt":"2011-02-24T17:23:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/portalgasil\/"},"modified":"2011-02-24T17:23:23","modified_gmt":"2011-02-24T17:23:23","slug":"tratamento-de-efluentes","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.gasil.com.br\/index.php\/areas\/saneamento\/tratamento-de-efluentes\/","title":{"rendered":"Tratamento de Efluentes"},"content":{"rendered":"<h3>TRATAMENTO DE EFLUENTES COM OZ\u00d4NIO<\/h3>\n<p>O principal interesse no uso do oz\u00f4nio para tratamento de efluentes deve-se ao seu alto potencial de oxida\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ele possui press\u00e3o parcial bastante inferior \u00e0 do oxig\u00eanio diat\u00f4mico (O2, ou seja, o g\u00e1s oxig\u00eanio), sendo facilmente absorvido pela \u00e1gua numa interface de bolhas.<\/p>\n<p>O oz\u00f4nio \u00e9 utilizado no tratamento de efluente industrial para reduzir a concentra\u00e7\u00e3o de DQO (Demanda Qu\u00edmica de Oxig\u00eanio) e destruir alguns compostos qu\u00edmicos como fen\u00f3is e cianetos. Seu uso visa, principalmente \u00e0 oxida\u00e7\u00e3o e dissocia\u00e7\u00e3o de compostos org\u00e2nicos n\u00e3o-biodegrad\u00e1veis. \u00c9 considerado eficiente na remo\u00e7\u00e3o de cor por oxidar a mat\u00e9ria org\u00e2nica dissolvida e formas coloidais presentes nos corantes, restabelecendo a colora\u00e7\u00e3o natural do efluente.<\/p>\n<p>Por ser altamente reativo e inst\u00e1vel, n\u00e3o pode ser transportado ou armazenado, sendo produzido no local da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia do oz\u00f4nio para \u00e1gua inicia com a dispers\u00e3o do g\u00e1s na fase liquida, em forma de pequenas bolhas. Posteriormente o Oz\u00f4nio \u00e9 incorporado \u00e0 massa liquida atrav\u00e9s da interface g\u00e1s-l\u00edquido. A resist\u00eancia na transfer\u00eancia de massa durante a fase gasosa pode ser considerada praticamente desprez\u00edvel (HASSEMER, 2000).<\/p>\n<p>     <\/p>\n<h3>Remo\u00e7\u00e3o da Cor em efluente industrial<\/h3>\n<p>A remo\u00e7\u00e3o da cor de efluentes contendo altas concentra\u00e7\u00f5es varia em fun\u00e7\u00e3o da dosagem de Oz\u00f4nio, do tempo de contato do g\u00e1s com o efluente, da velocidade ascendente das bolhas do g\u00e1s, da velocidade descendente do l\u00edquido e da concentra\u00e7\u00e3o do material colorido.<\/p>\n<p>O Oz\u00f4nio apresenta resultados efetivos na remo\u00e7\u00e3o da cor em efluentes t\u00eaxteis, pois ele quebra as duplas liga\u00e7\u00f5es dos corantes, que est\u00e3o associadas \u00e0 cor. O pH e a condutividade praticamente permanecem constantes, enquanto a cor diminui gradativamente durante a Ozoniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Di Matteo (1992), citado por Hassamer (2000), com base em dados de pesquisa relatou que a pr\u00e9-ozoniza\u00e7\u00e3o aumenta a remo\u00e7\u00e3o tanto da cor verdadeira como da cor aparente, quando associado a outros processos de tratamento.<\/p>\n<p>    <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.silton.com.br\/static\/img\/saneamento\/progressao.jpg\" class=\"displayed\" title=\"PROGRESS\u00c3O DA REMO\u00c7\u00c3O DA COR EM FUN\u00c7\u00c3O DO TEMPO, EM EFLUENTE INDUSTRIAL TEXTIL. ENSAIO REALIZADO PELA GASIL COM APLICA\u00c7\u00c3O DO OZ\u00d4NIO\" \/><\/p>\n<h3>Desinfec\u00e7\u00e3o de efluentes<\/h3>\n<p>A desinfec\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada o principal mecanismo de inativa\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o de organismos patog\u00eanicos, com o objetivo de prevenir a prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as transmitidas pela \u00e1gua.<\/p>\n<p>O potencial de desinfec\u00e7\u00e3o do Oz\u00f4nio, uma de suas mais marcantes propriedades, foi descoberta em 1886. Hoje sabe-se que Oz\u00f4nio \u00e9 um poderoso oxidante capaz de promover a desinfec\u00e7\u00e3o com menor tempo de contato e concentra\u00e7\u00e3o que outros, tais como cloro, di\u00f3xido de cloro.<\/p>\n<p>A desinfec\u00e7\u00e3o por oz\u00f4nio \u00e9 muito efetiva principalmente contra bact\u00e9rias.<\/p>\n<p><em>&#8220;A efetividade da desinfec\u00e7\u00e3o depende da susceptibilidade do organismo que se pretende eliminar, do tempo de contato e da concentra\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio.&#8221; <\/em><span class=\"ref\">(UNITED STATES.ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY, 1999b).<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<h3>O mecanismo de desinfec\u00e7\u00e3o utilizando oz\u00f4nio inclui:<\/h3>\n<ul>\n<li>Oxida\u00e7\u00e3o\/destrui\u00e7\u00e3o da parede celular com o extravazamento dos componentes;<\/li>\n<li>Rea\u00e7\u00f5es irrevers\u00edveis com estruturas celulares dos microorganismos;<\/li>\n<li>Danos aos constituintes dos \u00e1cidos nucleares e;<\/li>\n<li>Ruptura dos elos de carbono-nitrog\u00eanio pela despolimeriza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.silton.com.br\/static\/img\/saneamento\/tabela3.jpg\" class=\"displayed\" \/> <\/p>\n<h3>Fases do processo<\/h3>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.silton.com.br\/static\/img\/saneamento\/bacteria.jpg\" class=\"displayed\" \/> <\/p>\n<ul>\n<li>Foto 1 \u2013 Bact\u00e9ria sadia; <\/li>\n<li>Foto 2 \u2013 Parede celular da Bact\u00e9ria sendo atacada pelo Oz\u00f4nio;<\/li>\n<li>Foto 3 \u2013 In\u00edcio da oxida\u00e7\u00e3o da Parede celular da bact\u00e9ria;<\/li>\n<li>Fotos 4, 5 e 6 \u2013 Ruptura e destrui\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TRATAMENTO DE EFLUENTES COM OZ\u00d4NIO O principal interesse no uso do oz\u00f4nio para tratamento de efluentes deve-se ao seu alto potencial de oxida\u00e7\u00e3o. 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